Bolsonaro assina medida que extingue seguro obrigatório DPVAT
O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta segunda-feira (11) a
medida provisória que extingue o seguro obrigatório DPVAT a partir de janeiro
de 2020.
O seguro é uma das obrigações que devem ser pagas todos os anos por
proprietários de veículos para terem a documentação do veículo em dia - assim
como o IPVA e o licenciamento. A arrecadação é responsável pelo pagamento de
indenizações a pessoas envolvidas em acidentes de trânsito.
O texto da MP determina "a extinção do seguro obrigatório de
danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres (DPVAT) e
do seguro obrigatório de danos pessoais causados por embarcações ou por suas
cargas (DPEM)".
A assinatura foi feita por
Bolsonaro durante evento de lançamento do programa Verde e Amarelo, de estímulo
ao emprego. A medida deve ser publicada nesta terça-feira (12) no Diário
Oficial da União.
Bolsonaro não fez nenhum pronunciamento sobre a medida. Em
comunicado à imprensa, o Planalto informou que a MP "tem o potencial de
evitar fraudes no DPVAT, bem como amenizar/extinguir os elevados custos de
supervisão e de regulação do DPVAT por parte do setor público".
Segundo o governo, a Medida Provisória não desampara os cidadãos no
caso de acidentes, já que "quanto às despesas médicas, há atendimento
gratuito e universal na rede pública, por meio do SUS".
O Planalto cita que segurados do INSS têm cobertura do
auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e de pensão por
morte. O governo oferece ainda para não segurados do INSS o Benefício de
Prestação Continuada (BPC), que prevê um salário mínimo mensal para pessoas que
não possuam meios de prover sua subsistência ou de tê-la provida por sua
família.
Ainda de acordo com o Planalto, o consórcio responsável pela
administração dos recursos do DPVAT tem contabilizado R$ 8,9 bilhões em
recursos do DPVAT, sendo que o valor estimado para cobrir as obrigações
efetivas até o final de 2015 é de R$ 4,2 bilhões. O restante será repassado ao
Tesouro Nacional em três parcelas anunais de R$ 1,2 bilhão.
Fonte: R7 Brasil

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