Barras está na lista das dez cidades com maiores crimes de corrupção
Os 10 municípios piauienses
onde foram identificadas os maiores crimes de corrupção administrativa estão
abaixo da linha da pobreza, segundo levantamento divulgado pelo Ministério
Público Federal (MPF) no Piauí. O órgão lançou nesta segunda-feira (9) o site
Transparência Ativa onde publicou os dados sobre os municípios piauienses alvos
de sentença.
De acordo com o
procurador-chefe da Procuradoria da República no Estado do Piauí, Israel
Gonçalves, o levantamento aponta que corrupção tem interrompido a chegada de
recursos nos locais mais vulneráveis.
“Os dez municípios com as
maiores corrupções, constatadas nas sentenças de 2018, são municípios cujo IDH
está abaixo da linha da pobreza. Ou seja, são recursos que fazem falta para
exatamente quem mais precisa. Por isso, precisamos criar forças para além do
comprometimento natural para que atuemos não apenas como profissionais mas,
sobretudo, como cidadãos”, disse.
Confira a lista dos 10
municípios com os valores de condenação mais altos:
1) Santa Rosa do Piauí (R$
1.380.574,33)
2) União (R$ 1.055.030,00)
3) Lagoa Alegre (R$
814.857,88)
4) Cocal de Telha (R$
533.570,82)
5) São Miguel da Baixa Grande
(R$ 315.340,67)
6) Curralinhos (R$ 265.035,06)
7) Coronel José Dias (R$
239.000,00)
8) Amarante (R$ 188.194,00)
9) Barras (R$ 179.562,75)
10) Bonfim do Piauí (R$
177.477,98)
A divulgação da página
integrou os eventos alusivos ao Dia de Combate à Corrupção promovido pela Rede
de Controle da Gestão Pública do Estado do Piauí. Dentro do conteúdo divulgado,
ganhou destaque o Mapa das Sentenças de Improbidade Administrativa.
A ferramenta contempla as
67 decisões condenatórias proferidas pelas Varas da Justiça Federal no Piauí no
ano de 2018, tendo por base as ações de improbidade administrativa ajuizadas
pelo MPF no Piauí em anos anteriores.
As 67 sentenças
condenatórias dividem-se em nove áreas temáticas: Educação, Saúde,
Infraestrutura, Seguridade Social, Princípios da Administração Pública,
Assistência Social, Habitação, Reforma Agrária, Turismo e outros.
A Educação contempla a
parte mais significativa do total de sentenças. Foram 32 decisões, do total de
67, o que representa 47,76% de todas as sentenças proferidas em 2018. Na
sequência, aparece a Saúde, com 14 sentenças, o que representa 20,90% do total.
“A corrupção tende a se auto-replicar porque ela evita que o
cidadão seja autônomo e tenha maior consciência. Assim, termina havendo um
ciclo vicioso da corrupção. Precisamos quebrar esse ciclo”, destacou o
procurador Israel Gonçalves.
Fonte: cidadeverde.com

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