O governador Wellington Dias afirmou que poderá recorrer ao lockdown no Piauí
O governador Wellington
Dias (PT) respondeu nesta quinta-feira (7) se o estado poderia recorrer ao
lockdown, termo usado para definir o bloqueio total, medida mais radical que o
isolamento social, restringindo ainda mais a circulação de pessoas e carros para
impedir o avanço de coronavírus. Para Dias, a possibilidade existe "com
certeza", contudo, o sistema de saúde – no momento – ainda é capaz de
suportar a demanda de infectados de Covid-19.
Em entrevista à TV Clube,
o governador ressaltou que apenas os índices de isolamento social podem indicar
se o "lockdown" será usado. “A gente precisa do isolamento social, é
o que nos permite uma posição mais tranquila, menos perigosa. Se não seguir o
isolamento, temos que ir para um linha mais dura”, comentou Wellington.
"Torço para que todos
colaborem para a gente não precisar disso", continuou o governador, se
referindo ao lockdown.
“Estamos trabalhando para
não ter lockdown, não ter colapso no sistema de saúde. É um momento delicado”,
continuou o governador. "Se cientificamente for recomendando, nós iremos
(adotar o "lockdown"), revelou Wellington Dias, à TV Clube.
Segundo dados apresentados
pelo governador, a situação de leitos ocupados no Piauí é de 35%. “No Maranhão
e no Pará foi decretado lockdown por que a capacidade de atendimento estava
menor que a quantidade de pessoas com Covid-19 e não havia mais leitos”,
exemplificou Wellington.
Na quarta (6), o prefeito
de Teresina, Firmino Filho (PSDB), falou pela primeira vez sobre a
possibilidade de usar o lockdown na capital. Segundo Filho, é preciso colocar o
bloqueio total em debate caso o "cenário de deterioração" de Covid-19
continue avançando. Para Wellington, há uma integração "muito forte"
com os municípios para o combate ao coronavírus e que vem conversando com o
prefeito de Teresina sobre as ações.
O Piauí ultrapassou os mil
casos de coronavírus, com 35 mortos. Pela primeira vez, em 24h, o estado
registrou cinco mortes. Wellington Dias voltou a falar que ainda não é o
momento de se pensar em reabrir o comércio, fechado desde o mês de março.
“Estou preocupado com o
setor produtivo, mas nesse instante temos que pensar na doença. Não é uma frase
de efeito, é uma realidade. Precisamos de menos gente em circulação. Vamos
seguir dialogando (com o setor produtivo), mas o momento é de reduzir a
contaminação, precisamos de mais gente recebendo em alta”, concluiu Dias.
Fonte: G1 Piauí


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