Profissionais da Saúde do Piauí iniciam greve e pedem insalubridade de 40%
A
greve dos profissionais de saúde teve início na manhã deste quinta-quinta-feira
(25) com uma manifestação em frente o Hospital Getúlio Vargas ( HGV). Segundo o
presidente do Sindicato dos Enfermeiros,
Auxiliares e Técnicos do Estado do Piauí, Erick Ricelley, os profissionais querem que o
governo cumpra acordo judicial sobre o pagamento de progressões e promoções.
Eles
pedem o pagamento de insalubridade de 40% e melhoria dos Equipamentos de
Proteção Individual da área não Covid-19.
"Em
2016 nós fizemos uma greve e houve uma decisão do desembargador Erivan
Lopes onde obrigava o governo a garantir
as progressões e promoções. Não
aconteceu isso. Foi feita outra greve em 2019. O estado fez um novo acordo, até
aceitamos parcelar em três etapas e
governo não cumpriu. Resolvemos formalizar o movimento para dizer que é
inaceitável que o governo não umpra uma decisão judicial e nada aconteça.
Lutamos para a lei ser cumprida. Se paga R$ 80 por 12 horas. Qualquer outro
profissional recebe mais que um tecnico de enfermagem por 12horas", disse.
Os
profissionais denunciam que em todo o Piaui 400 profissionais da enfermagem ja
foram contaminados com a Covid-19.
"Em
todo o Piauí o número oficial é de 400 profissionais. Mas sabemos que é bem
mais. Existem aqueles que nem o teste conseguem fazer. E eles entram de licença
e passam a receber metade do salário porque eles perdem as gratificações. É uma
situação muito delicada desses profissionais", afirma.
Profissionais
denunciam, ainda, que estão sendo afetados pela falta de ônibus.
"Muitos
profissionais não cobseguem trabalhar sem ônibus. Eles pegam falta pelo
lockdown do governo. A população sofre e o trabalhar é penalizado. Na saúde
temos um 3.500 profissionais. O governo fica empurrando o serviço público para
o setor privado. Dessa maneira o governo
não prepara a previdência porque não tem mão de obra jovem. Todas essas denúncias devem ser levadas ao
conhecimento da sociedade. Não é por reajuste, mas por diginade. Hoje é o primeiro dia. Aos poucos vai crescendo. O
movimento vai crescendo e as pessoas vão aderir. É um absurdo o governo chegar
aqui sem nenhuma proposta", afirmou Erick.
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De
acordo com a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabeleciemnto de Saúde
(Sindespi), Geane Sousa, os profissionais que não atuam no setor Covid-19 são
os mais afetados. Ela afirma que eles têm recebido EPI's de baixa qualidade.
"Queremos
qualidade e quantidade dos EPI's de trabalho. Os maiores contaminados são da
fora da área Covid. Faltam equipamentos de qualidade. Queremos 40% de
insalubridade para todos. Não deve ser só para o setor covid", destacou.
Segundo
Geane, o Adicional de Insalubridade da
categoria está congelado desde 2007.
"O governo alega que não tem uma regulamentação e nós exigimos que se
providencie, que regulamente a insalubridade dos servidores do Estado. O
assédio moral aos servidores é generalizado e contribui para o adoecimento da
categoria. Nós reconhecemos a dificuldade do momento com essa pandemia, mas o
governo massacra o servidor há muito tempo e não dá mais para aguentar”
desabafa a presidente do Sindespi.
A
vice-presidente do Sindicato dos Técnicos e Tecnólogos em Radiologia,
Fabriciane de Sousa Miranda, defende que o governo tem histórico de não pagar
progressões.
"O
governo tem um histórico de nao pagar a progressão dos profusisonais. Uma lei
de 2012 nao é cumprida desde então. Estamos com 12 profissionais doentes",
comentou. O movimento envolve os
profissionais da enfermagem, radiologia, fisioterapia e saúde. Após o ato na
frente do Hospital Getúlio Vargas, os profissionais farão uma passeata até o
Palácio de Karnak.
Em
nota, o Governo do Estado lamenta a decisão do profissionais de deflagrarem
greve em plena pandemia de coronavírus. O Executivo Estadual garante que vai
tomar medidas cabíveis no meio judicial e administrativo.
"O
governo do Estado lamenta a decisão do Sindicato dos Enfermeiros de deflagar
uma greve em meio ao maior desafio de saúde pública dos últimos 100 anos. Tal
decisão pode trazer prejuízos vitais para a sociedade. Ressaltamos que todos os
profissionais estão com salários em dia, que o adicional de insalubridade é
pago normalmente, conforme determina a legislação estadual, e que não há falta
de EPIs em nenhuma unidade de saúde, não havendo, assim, motivos para
paralisação. Ressaltamos ainda que o Governo está tomando as medidas cabíveis
por meio judicial e administrativo para garantir o atendimento pleno da
população", diz a nota.
Fonte:
cidadeverde.com



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